Fortalecer, depois correr!

Como sabem comecei a correr sem pretensão nenhuma, mas depois que tomei gosto nunca mais parei… – Calma, parei sim!

Meus treinos eram intensos desde a metade de 2011, a meta era atingir o sub 40′ nos 10K (nessa época provas nessa distância eram minhas preferidas) e eu perseguia a bendita marca com total determinação. Meu primeiro sub 40′ oficial foi no Circuito das Estações Adidas – Etapa Verão no final do mesmo ano. A meia maratona estava se tornando mais frequente e os planos para 2012 era ir mais forte, longe e rápido.

Com o ultimo semestre puxado na faculdade eu só tinha tempo para cumprir a planilha de treino, trabalhar, estudar e dormir. Foi aí que o problema começou. Não fazia nenhum trabalho de musculação ou fortalecimento, e comecei a sentir um desconforto diferente no joelho depois dos treinos e provas mais intensas, a dor durava mais de um dia e era mais aguda ao subir escadas, agachar ou quando ficava muito tempo com o joelho flexionado. Procurei um fisioterapeuta e após alguns exames o diagnóstico: Condropatia Patela.

– Oi? Como assim?

Ele me explicou que tratava-se de uma inflamação, e que se não iniciasse o tratamento imediatamente ela iria evoluir para a condropatia, que é a perda de tecido cartilaginoso, e posteriormente à artrose. Não pensei duas vezes e iniciei o tratamento no mesmo dia, em Setembro/12. Sessões de fisioterapia 3 vezes por semana, ZERO corrida e MUITO trabalho de fortalecimento.

No início de Novembro fui liberado para trotar leve na grama, e no início de Dezembro para trotar no asfalto. As dores já tinham sumindo, e na semana do natal recebi o melhor presente de todos: ” – Parabéns, seu quadro regrediu e pelos resultados dos testes você já pode voltar aos treinos.” (…) voei pra me inscrever na São Silvestre e renasci ao fechar os 15K sem sentir absolutamente nenhuma dor!

Desde que comecei o tratamento da condropatia nunca mais parei o trabalho de fortalecimento, meu preparador físico apelidou nosso treino de “Joelho de Aço”… e uma coisa é fato, a dor nunca mais voltou, nem após correr 42K na Maratona do Rio deste ano.

Enfim, o objetivo deste post é alerta-los de que correr forte não é só meter o pé na pista… é primordial o trabalho de fortalecimento supervisionado por um profissional de educação física, complementar ao acompanhamento de um fisioterapeuta do esporte para corrigir problemas de postura, mecânica, etc.

São cuidados simples que evitam transtornos gigantes, juro!

Um abraço e bons treinos!

Author: Cleber Pereira

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